sexta-feira, 14 de agosto de 2009

A Maldição do Cristo Genérico

Cristo Genérico: Milhões matariam por ele.
Jesus Autêntico: Milhões morreriam por Ele.

Cristo Genérico: Os fins justificam os meios.
Jesus Autêntico: Decreta os fins e estabelece os meios.

Cristo Genérico: A auto-estima acima de tudo.
Jesus Autêntico: O Amor acima de tudo.

Cristo Genérico: Os interesses pessoais como prioridade.
Jesus Autêntico: O Reino de Deus e a Sua Justiça.

Cristo Genérico: Multiplicar para concentrar recursos.
Jesus Autêntico: Compartilhar para espalhar recursos.

O Cristo Genérico é encontrado nas prateleiras dos mercados da fé.
O Jesus Autêntico é encontrado em nosso semelhante, principalmente nos marginalizados, nos excluídos, nos famintos.

O Cristo Genérico é um aliado dos poderes constituídos.
Jesus Autêntico Se solidariza com os oprimidos.

O Cristo Genérico está disponível nas catedrais da fé.
O Jesus Autêntico não se acomoda na suntuosidade dos templos.

O Cristo Genérico oferece milagres a granel.
O Jesus Autêntico faz da vida um milagre.

O Cristo Genérico pede tudo, sem ter nada a oferecer.
O Jesus Autêntico oferece tudo, sem nada lhe pedir.

O Cristo Genérico busca ser bajulado.
O Jesus Autêntico é honrado quando colocamos em prática o que Ele ensinou.

O Cristo Genérico se contenta com mãos erguidas aos céus.
O Jesus Autêntico procura por mãos estendidas ao próximo.

Fonte: Hermes Fernandes (www.hermesfernandes.blogspot.com)

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Uma Fé que Eleva a Tua Vida

Apesar de ser o tema central do cristianismo, fé, por vezes, continua a ser um dos tópicos menos compreendidos.

Isto não quer dizer que, seja um tema pouco abordado, mas, o que mais se lê, é muito rudimentar, pouco profundo ou pior ainda repetitivo.
Penso que, a razão desta alienação deve-se a certa confusão da expressão que o Apóstolo Paulo usou na carta aos Coríntios (2.4-5) "A minha palavra e pregação, não consistiu em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse na sabedoria dos homens, mas no poder de Deus"

Na minha interpretação - não me retraio a fazer uma leitura exegética do que leio - o Apóstolo, não se está a referir a outra coisa que não á pregação e palavra; como tal, não é contra o ensino que está a insurgir-se, mas contra a mera sabedoria humana que dispensa a iluminação e revelação que só o Espírito Santo é capaz de oferecer.

A fé deve apoiar-se na palavra de Deus, no ensino sólido e claro sobre a doutrina que estrutura o cristianismo.
Não encontro uma disparidade entre o ensino e o poder do Espírito Santo. Aliás, sem esse ensino sólido e bem fundamentado nas Escrituras Sagradas, que diferença residirá entre alguns comportamentos, ditos manifestações do Espírito, e, outros que também usam o mesmo rótulo.

Se a experiência é elevada a padrão ou referência, acima ou apesar da doutrina, qual a segurança para a autenticidade do que é de Deus ou não?
Creio que esta é a questão central a não ser desprezada nem perdida pela igreja cristã actual.

Estamos perante uma nova realidade espiritual definida pelo sensorial e a experiência - realidade que não é nova - onde a doutrina é desvalorizada, ou pelo menos, secundarizada.

Pessoalmente não "embarco" nesta onda - apesar de necessitar adaptar-me - pois creio que, mais que nunca, uma doutrina bem solidificada é essencial.

O relato bíblico de Actos dos Apóstolos cap.8 é sintomático nesta temática.
Filipe representa uma nova geração que demonstra acção pelo poder do Espírito Santo, com um impacto tremendo em Samaria - qualquer um de nós gostaria de ter esta ousadia e resultados - que atraiu o mágico Simão.

É interessante observar a facilidade da sua nova adaptação á mensagem do evangelho - demonstrada por sinais, prodígios e maravilhas que o Espírito Santo operava através de Filipe - sem qualquer incompatibilidade ou restrições.
Só quando os Apóstolos Pedro e João entram em cena - com a autoridade doutrinal e teológica - a diferença é estabelecida sem reservas ou equívocos.

Acredito que os aspectos sensoriais e emocionais da vida cristã devam ser valorizados e bem enquadrados, mas sempre - reafirmo; sempre - devam submeter-se aos aspectos doutrinais e teológicos para uma experiência saudável e madura em Cristo.

A nossa fé firma-se e baseia-se na Palavra de Deus não na experiência, muito menos no que vemos.

Pregar a palavra e ensinar a verdade e com verdade, são a grande tarefa que os cristãos em geral devem assumir em resposta á grande comissão que nos foi confiada por Jesus: Fazer discípulos do Mestre e ensinar a guardar o que nos mandou guardar.

Bem-haja

João Pedro Robalo