A organização Mundial de Saúde, decretou a gripe (A) como a primeira Pandemia do novo século.
Não por causa do descontrolo em que a doença se encontra – já começam a surgir hipóteses de uma vacina – mas devido ao número de países onde surgiram casos de pessoas contaminadas, ou seja a propagação geográfica que o vírus atingiu.
A história da humanidade está repleta de épocas negras de epidemias que causaram várias catástrofes com a morte de milhares e por vezes milhões de pessoas.
Hoje quando surge a possibilidade de algo minimamente semelhante suceder, uma histeria comunicacional surge por todos os órgãos de informação, que, em nada beneficiam o esclarecimento e a consequente maturidade na forma, meios e métodos para melhor encarar e combater o problema.
Actualmente, devido ao progresso cientifico e tecnológico alcançado, as consequências são amplamente diminuídas e controladas – com isto não quero desvalorizar cada vida que se perde com esta doença – pelo que, as dimensões de disseminação e mortes são em números muito inferiores ao que seriam sem os meios actualmente ao dispor.
Talvez por isso os discursos alarmistas parecem ter desaparecido - ou são menos visíveis - no plano evangélico que aproveita sempre qualquer crise ou epidemias para justificar a sua visão catastrófica e pessimista dos tempos que estamos a viver.
Como cristão considero que estes são tempos de oportunidade para mostrar clareza de espírito perante momentos de dificuldade acrescida.
Dou graças a Deus pelo avanço tecnológico e científico, mas não deixo de crer e exercitar a fé perante situações que põem em risco a vida das pessoas.
Não são tempos para acusar ou tentar encontrar justificações para o problema surgido, mas são de oportunidade para mostrar a verdadeira essência do amor cristão.
O Apóstolo Pedro escreveu que: “O amor cobre uma multidão de pecados” e o que as pessoas necessitam quando afortunadamente se encontram numa situação de fragilidade é de mãos estendidas, compaixão efectiva, empatia, uma palavra de esperança e acima de tudo vidas que apresentem Jesus ressuscitado com poder para oferecer respostas fiáveis de amor e poder de Deus.
Não são tempos de manipulação mas de compaixão; de dificuldade mas de oportunidade; de culpabilização fácil mas de justiça divina que está assente no amor de Deus que ofereceu o seu Filho amado para salvar e curar o nosso mundo doente.
Este é um tempo que os cristãos verdadeiros têm algo de relevante a oferecer à sociedade.
Bem-haja
João Pedro Robalo
quinta-feira, 11 de junho de 2009
segunda-feira, 8 de junho de 2009
A Europa em Contraciclo
As eleições europeias neste fim-de-semana, revelou uma escolha óbvia e clara na força política que irá definir os destinos europeus nos próximos anos.
O PPE saiu reforçado e legitimado para seguir o seu caminho neo-liberal de política financeira, que confia na economia de mercado sem interferências excessivas de qualquer regulador.
Se compararmos esta tendência com a dos EUA, só podemos chegar à conclusão que, a Europa segue um caminho de contra-ciclo, reforçando os que crêem no neo-liberalismo e desconfiam em qualquer regulador que impeça o mercado de funcionar livremente.
A minha preocupação está, em que, não se tirou devidamente as conclusões que uma crise financeira - iniciada nos EUA - tão profunda e forte pressupunham.
Por outro lado há sinais muito preocupantes que este acto eleitoral europeu nos trouxe.
Ao contrário do Presidente Alberto João Jardim - que parece pedir uma suspensão da democracia devido ao crescimento das forças de extrema esquerda - os sinais preocupantes são o crescimento das forças anti-Europa, nacionalistas, xenófobas e até grupos que nada têm a ver com o fortalecimento do sentimento europeu.
Quando são eleitos representantes que vão a votos por causa do livre uso da Internet, modelos de "passerele" ou o caso de Le Pen em França; esses sim preocupam-me e deixam-me intranquilo em relação ao futuro deste continente que me parece ter entrado numa perigosa espiral de alienação em relação à construção europeia.
Vejamos o que isto vai dar, mas ninguém esqueça que o espectro europeu do desentendimento através das armas que resultaram nas últimas duas grandes guerras, não está assim tão distante que nos deixe descansados - porque foram ambientes idênticos que levaram o Nacional Socialismo ao poder na Alemanha.
Como cristão e confiante no controlo global divino sobre a história humana, estou descansado, no entanto como pessoa, preocupado com o preço que se tenha de pagar com as decisões de fundo
que uma Europa magoada e desconfiada toma, nesse caso, estou preocupado.
João Pedro Robalo
O PPE saiu reforçado e legitimado para seguir o seu caminho neo-liberal de política financeira, que confia na economia de mercado sem interferências excessivas de qualquer regulador.
Se compararmos esta tendência com a dos EUA, só podemos chegar à conclusão que, a Europa segue um caminho de contra-ciclo, reforçando os que crêem no neo-liberalismo e desconfiam em qualquer regulador que impeça o mercado de funcionar livremente.
A minha preocupação está, em que, não se tirou devidamente as conclusões que uma crise financeira - iniciada nos EUA - tão profunda e forte pressupunham.
Por outro lado há sinais muito preocupantes que este acto eleitoral europeu nos trouxe.
Ao contrário do Presidente Alberto João Jardim - que parece pedir uma suspensão da democracia devido ao crescimento das forças de extrema esquerda - os sinais preocupantes são o crescimento das forças anti-Europa, nacionalistas, xenófobas e até grupos que nada têm a ver com o fortalecimento do sentimento europeu.
Quando são eleitos representantes que vão a votos por causa do livre uso da Internet, modelos de "passerele" ou o caso de Le Pen em França; esses sim preocupam-me e deixam-me intranquilo em relação ao futuro deste continente que me parece ter entrado numa perigosa espiral de alienação em relação à construção europeia.
Vejamos o que isto vai dar, mas ninguém esqueça que o espectro europeu do desentendimento através das armas que resultaram nas últimas duas grandes guerras, não está assim tão distante que nos deixe descansados - porque foram ambientes idênticos que levaram o Nacional Socialismo ao poder na Alemanha.
Como cristão e confiante no controlo global divino sobre a história humana, estou descansado, no entanto como pessoa, preocupado com o preço que se tenha de pagar com as decisões de fundo
que uma Europa magoada e desconfiada toma, nesse caso, estou preocupado.
João Pedro Robalo
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Bem-aventurados os Pacificadores
No famosos sermão do monte - O manifesto do Reino de Deus - Jesus apontou uma caminho para as relações pessoais, familiares, sociais e até internacionais; o caminho da paz, ou melhor, dos que constróem a paz: Os pacificadores.
O discurso que hoje Obama proferiu na Universidade do Cairo ao mundo muçulmano é revelador da sua intenção, concistência séria e corajosa.
A paz é um valor essencial para o progresso individual, social e mundial; qualquer contributo para a aproximação dos povos, para o diálogo e para a paz, são passos gigantescos que devem ser valorizados e incentivados por todos.
Agora é a vez dos extremistas - quer do lado mulçumano, quer do lado cristão - mostrarem quais são as verdadeiras motivações que os movem.
São actos como este, que o Presidente Americano deu, que esvaziam de sentido qualquer discurso alarmista, separatismos, medos infundados, afastamento entre as religiões, etc.
Esta postura contrasta com as posições assumidas por; George Bush (O Eixo do Mal), por Bento XVI (O Islão impõem-se pela espada), pelo primeiro ministro Australiano (Aculturem-se ou abandonem o nosso país), entre outras muitas posições que afastam os povos e tornam impossíveis a convivência pacifica e construtiva entre os homens de boa vontade.
Obama não deixou de ser firme e demonstrar que não tolerará qualquer tentativa para colocar em causa a paz mundial, mas soube distinguir entre os aspectos conflituais que são legítimos e os que são destruidores da paz e dignidade humanas que, devem ser denunciados e combatidos por todos.
Não deixou de tocar nos assuntos estruturais para um conflito tão longo como o caso da Palestina e Israel, que terá de ser encontrada uma solução pacífica e de mútuo acordo - para tristeza e desilusão dos meus amigos evangélicos que perfilam uma interpretação dispensasionalista da Bíblia.
A paz constrói-se com mensagens destas; acompanhadas de acções que aproximam os povos nas suas diferenças, sem no entanto, baixar os valores universais que devem ser preservados e defendidos por todos sem excepção.
Deixo uma última "provocação"; quem realmente combate o extremismo?
Aqueles que usam armas de destruição matando com isso inocentes em conjunto com os prevaricadores, ou aqueles que esvaziam com as suas palavras e acções o campo minado do ódio da intolerância que os extremistas de ambos os lados pretendem alimentar e fazer sentir nas suas posições e acções?
Parece-me que, tal como Jesus ensinou, são actos corajosos como este, com discursos sem ambiguidades, que fazem mais pela paz, combatem melhor o terrorismo e todo o extremismo religioso que não faz qualquer sentido.
"Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus" Jesus.
João Pedro Robalo
O discurso que hoje Obama proferiu na Universidade do Cairo ao mundo muçulmano é revelador da sua intenção, concistência séria e corajosa.
A paz é um valor essencial para o progresso individual, social e mundial; qualquer contributo para a aproximação dos povos, para o diálogo e para a paz, são passos gigantescos que devem ser valorizados e incentivados por todos.
Agora é a vez dos extremistas - quer do lado mulçumano, quer do lado cristão - mostrarem quais são as verdadeiras motivações que os movem.
São actos como este, que o Presidente Americano deu, que esvaziam de sentido qualquer discurso alarmista, separatismos, medos infundados, afastamento entre as religiões, etc.
Esta postura contrasta com as posições assumidas por; George Bush (O Eixo do Mal), por Bento XVI (O Islão impõem-se pela espada), pelo primeiro ministro Australiano (Aculturem-se ou abandonem o nosso país), entre outras muitas posições que afastam os povos e tornam impossíveis a convivência pacifica e construtiva entre os homens de boa vontade.
Obama não deixou de ser firme e demonstrar que não tolerará qualquer tentativa para colocar em causa a paz mundial, mas soube distinguir entre os aspectos conflituais que são legítimos e os que são destruidores da paz e dignidade humanas que, devem ser denunciados e combatidos por todos.
Não deixou de tocar nos assuntos estruturais para um conflito tão longo como o caso da Palestina e Israel, que terá de ser encontrada uma solução pacífica e de mútuo acordo - para tristeza e desilusão dos meus amigos evangélicos que perfilam uma interpretação dispensasionalista da Bíblia.
A paz constrói-se com mensagens destas; acompanhadas de acções que aproximam os povos nas suas diferenças, sem no entanto, baixar os valores universais que devem ser preservados e defendidos por todos sem excepção.
Deixo uma última "provocação"; quem realmente combate o extremismo?
Aqueles que usam armas de destruição matando com isso inocentes em conjunto com os prevaricadores, ou aqueles que esvaziam com as suas palavras e acções o campo minado do ódio da intolerância que os extremistas de ambos os lados pretendem alimentar e fazer sentir nas suas posições e acções?
Parece-me que, tal como Jesus ensinou, são actos corajosos como este, com discursos sem ambiguidades, que fazem mais pela paz, combatem melhor o terrorismo e todo o extremismo religioso que não faz qualquer sentido.
"Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus" Jesus.
João Pedro Robalo
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Mediatismo versus Realidade
Foi uma semana pródiga em relatos mediáticos, nem sempre bem abordados como é costume.
Somos confrontados com a desordem da "Ordem dos Advogados", o fatídico acidente de viação, a campanha eleitoral e hoje de manhã num programa televisivo tivemos lágrimas pela morte de um familiar misturado com a alegria de se concorrer na árvore das patacas... tudo misturado para criar ambientes contrastantes e não se perder audiências; que é o que interessa.
Esta ambiguidade e insensibilidade com que o mediatismo actual trata os assuntos quotidianos leva muitos a pensar que a vida é uma novela ou um romance, quando na verdade a realidade é caracterizada por ser fria e rude para o cidadão comum.
O problema de inadaptação surge quando a mente está formatada e condicionada pelos programas televisivos que obscurecem e deturpam o sentido e as características que compõem a vida.
Pode parecer disparatado, mas há quem fique frustrado por verificar que, o fosso entre a imaginação criada pela industria do entretenimento e a realidade do dia a dia, é enorme e insanável.
É interessante uma expressão de Jesus, normalmente ignorada ou preterida, onde nos incentiva a evitar qualquer tipo de preocupação ou ansiedade lembrando-nos que: "Basta a cada dia o seu próprio mal."
Jesus, o autor da vida, mostra o seu conhecimento e compreensão da realidade que a cada dia cria circunstâncias propícias que desanimam, magoam ou confundem.
A realidade pode ser dura e desconstrutiva para o optimismo, mas não é; nem a antecipação da preocupação - basta a cada dia o seu próprio mal - nem a ilusão que a mediatização constrói no "objecto" - é assim que algumas vezes as empresas mediáticas tratam as pessoas; como números - que leva alguns a viverem alienados da realidade e da consequente possibilidade de construir um projecto de vida.
Seria bom que as empresas de comunicação - principalmente dos meios áudiovisuais - tivessem uma abordagem pedagógica, mas quando a economia dita as suas regras, aceitamos os excessos. Só que, por vezes, há limites que não se podem ultrapassar, pois, quando estas fronteiras são desrespeitadas pode suscitar o começo do fim deste tipo desumano de mediatismo que só se interessa por audiências.
A realidade só pode ser encarada pela forma centrada no individuo como Jesus o fez; a verdade dura e crua, proporciona as condições cognitivas, emocionais e espirituais correctas para lidar com a realidade de forma sábia e inteligente.
João Pedro Robalo
Somos confrontados com a desordem da "Ordem dos Advogados", o fatídico acidente de viação, a campanha eleitoral e hoje de manhã num programa televisivo tivemos lágrimas pela morte de um familiar misturado com a alegria de se concorrer na árvore das patacas... tudo misturado para criar ambientes contrastantes e não se perder audiências; que é o que interessa.
Esta ambiguidade e insensibilidade com que o mediatismo actual trata os assuntos quotidianos leva muitos a pensar que a vida é uma novela ou um romance, quando na verdade a realidade é caracterizada por ser fria e rude para o cidadão comum.
O problema de inadaptação surge quando a mente está formatada e condicionada pelos programas televisivos que obscurecem e deturpam o sentido e as características que compõem a vida.
Pode parecer disparatado, mas há quem fique frustrado por verificar que, o fosso entre a imaginação criada pela industria do entretenimento e a realidade do dia a dia, é enorme e insanável.
É interessante uma expressão de Jesus, normalmente ignorada ou preterida, onde nos incentiva a evitar qualquer tipo de preocupação ou ansiedade lembrando-nos que: "Basta a cada dia o seu próprio mal."
Jesus, o autor da vida, mostra o seu conhecimento e compreensão da realidade que a cada dia cria circunstâncias propícias que desanimam, magoam ou confundem.
A realidade pode ser dura e desconstrutiva para o optimismo, mas não é; nem a antecipação da preocupação - basta a cada dia o seu próprio mal - nem a ilusão que a mediatização constrói no "objecto" - é assim que algumas vezes as empresas mediáticas tratam as pessoas; como números - que leva alguns a viverem alienados da realidade e da consequente possibilidade de construir um projecto de vida.
Seria bom que as empresas de comunicação - principalmente dos meios áudiovisuais - tivessem uma abordagem pedagógica, mas quando a economia dita as suas regras, aceitamos os excessos. Só que, por vezes, há limites que não se podem ultrapassar, pois, quando estas fronteiras são desrespeitadas pode suscitar o começo do fim deste tipo desumano de mediatismo que só se interessa por audiências.
A realidade só pode ser encarada pela forma centrada no individuo como Jesus o fez; a verdade dura e crua, proporciona as condições cognitivas, emocionais e espirituais correctas para lidar com a realidade de forma sábia e inteligente.
João Pedro Robalo
sábado, 30 de maio de 2009
O Fim dos Tempos
Esta semana na RTP2 e no Canal História, foram exibidos documentários sobre líderes religiosos que levaram os seus seguidores ao suicídio.
Os casos de Jim Jones e David Koresh são demasiado importantes para serem esquecidos ou ignorados por quem deseja apresentar a solução cristão ao mundo perante os desafios actuais.
Muito ainda necessita ser estudado e percebido para que jamais os mesmos erros sejam cometidos e sobre tudo para sabermos ler o sinais de perigo que representa seguir alguém com os mesmos traços psicológicos e teológicos.
O culto da personalidade, a dificuldade dos seguidores em pensarem por si devido a fraco conhecimento das Escrituras Sagradas, a manipulação que os líderes carismáticos referidos exerciam ao ponto de causar desconfiança e afastamento entre os próprios familiares, etc. são causas e sintomas que levam os pesquisadores a apontar como razões válidas que levaram grupos de pessoas instruídas e comuns a perder as suas vidas sem uma justificação satisfatória.
O aspecto que desejo abordar como estruturante para se chegar a este resultado e que observei como comum entre os casos referidos; é a ênfase que ambos fundadores destes movimentos davam ao "facto" de considerarem que estavam a viver os "últimos dias" ou também conhecidos "fins dos tempos".
Creio que este é um factor relevante para explicar tão grande decepção que representam para o cristianismo esclarecido e bíblico, estas duas desgraças que envergonham o mundo cristão e a humanidade em geral.
O ensino que predominou o mundo evangélico no século passado - e que nalguns sectores teima em desaparecer - foi a incidência sobre a possibilidade de estarmos a viver os tais dias do fim.
Por mais que os cristãos que desenvolvem a teoria dispensasionalista não gostem, estes dois casos citados são a consequência natural deste sistema interpretativo.
Se realmente são os "últimos dias" que estamos a viver - o que discordo em absoluto - é óbvio que atitudes de desespero ou de pouco valor pela vida, visto que é só uma questão de um tempo reduzido, serão tomadas perante situações de pressão ou de desespero iminente.
Perante tantos horrores e desgraças que se avizinham, a vida perde qualquer valor, assim cria-se todo o ambiente psicológico para aceitar sem grande reflexão a possibilidade de morrer por uma causa tão "nobre" ou um líder tão "divino".
A ignorância é tão atroz que um dos argumentos - entre outros - usados pelos seguidores deste sistema de interpretação da Bíblia, revela tanta falta de inteligência, que chegam ao ponto de considerar como sinal indesmentível que "agora é que são os tais tempos" o facto das pessoas casarem, comerem, negociarem etc.
A pergunta lógica e óbvia tem de surgir - que normalmente não é respondida pelos defensores de tal sistema: Qual foi o tempo na história humana em que as pessoas não se casaram, comeram, fizeram comércio, etc.?
Aliás hoje em dia é do conhecimento geral que o casamento, tal como o conhecemos, está em crise e a descer assustadoramente perante as uniões de facto.
Quando os formadores teológicos cristãos não conseguem ficar dentro do ensino bíblico e permitem que, fábulas, teorias de conspiração em cada esquina, medos infundados entre muitos outros abusos exegéticos que tanto dano causam ao reino de Deus; dão aso a que abusos e deturpações surjam entre cristão sinceros que, desejam agradar a Deus e ao líder que consideram muitas vezes como um "Messias" na terra.
Jesus deixou bem claro que os tais últimos tempos, estariam à distancia de uma geração e que alguns dos que presenciaram a sua vida terrestre não morreriam sem que visualizassem esses dias.
Os Apóstolos Paulo, Pedro e João, entre outros, denunciaram os dias que estavam a viver como os últimos dias que os profetas haviam anunciado.
Sem qualquer ambiguidade, para eles terem razão, os "profetas" actuais da desgraça e da anunciação dos dias maus, não podem estar certos.
É uma questão de eliminar por defeito quem fala verdade ou que fala mentira.
Acha que Jesus alguma vez mentiu? Um forte NÃO!
Então seja consequente: Os dias actuais não são os denominados "últimos dias" por isso pare de se assustar quando um tremor de terra surge num país qualquer, com as armas nucleares, com a economia, com as possíveis pandemias, etc. a lista seria infindável.
Vamos ensinar, pregar e viver um cristianismo de fé que ensina a crer, confiar, ter esperança e a investir nas gerações futuras; porque temos tempo para trabalhar com mentalidade transgeracional em vez de escapista.
Obrigado, até breve.
João Pedro Robalo
Os casos de Jim Jones e David Koresh são demasiado importantes para serem esquecidos ou ignorados por quem deseja apresentar a solução cristão ao mundo perante os desafios actuais.
Muito ainda necessita ser estudado e percebido para que jamais os mesmos erros sejam cometidos e sobre tudo para sabermos ler o sinais de perigo que representa seguir alguém com os mesmos traços psicológicos e teológicos.
O culto da personalidade, a dificuldade dos seguidores em pensarem por si devido a fraco conhecimento das Escrituras Sagradas, a manipulação que os líderes carismáticos referidos exerciam ao ponto de causar desconfiança e afastamento entre os próprios familiares, etc. são causas e sintomas que levam os pesquisadores a apontar como razões válidas que levaram grupos de pessoas instruídas e comuns a perder as suas vidas sem uma justificação satisfatória.
O aspecto que desejo abordar como estruturante para se chegar a este resultado e que observei como comum entre os casos referidos; é a ênfase que ambos fundadores destes movimentos davam ao "facto" de considerarem que estavam a viver os "últimos dias" ou também conhecidos "fins dos tempos".
Creio que este é um factor relevante para explicar tão grande decepção que representam para o cristianismo esclarecido e bíblico, estas duas desgraças que envergonham o mundo cristão e a humanidade em geral.
O ensino que predominou o mundo evangélico no século passado - e que nalguns sectores teima em desaparecer - foi a incidência sobre a possibilidade de estarmos a viver os tais dias do fim.
Por mais que os cristãos que desenvolvem a teoria dispensasionalista não gostem, estes dois casos citados são a consequência natural deste sistema interpretativo.
Se realmente são os "últimos dias" que estamos a viver - o que discordo em absoluto - é óbvio que atitudes de desespero ou de pouco valor pela vida, visto que é só uma questão de um tempo reduzido, serão tomadas perante situações de pressão ou de desespero iminente.
Perante tantos horrores e desgraças que se avizinham, a vida perde qualquer valor, assim cria-se todo o ambiente psicológico para aceitar sem grande reflexão a possibilidade de morrer por uma causa tão "nobre" ou um líder tão "divino".
A ignorância é tão atroz que um dos argumentos - entre outros - usados pelos seguidores deste sistema de interpretação da Bíblia, revela tanta falta de inteligência, que chegam ao ponto de considerar como sinal indesmentível que "agora é que são os tais tempos" o facto das pessoas casarem, comerem, negociarem etc.
A pergunta lógica e óbvia tem de surgir - que normalmente não é respondida pelos defensores de tal sistema: Qual foi o tempo na história humana em que as pessoas não se casaram, comeram, fizeram comércio, etc.?
Aliás hoje em dia é do conhecimento geral que o casamento, tal como o conhecemos, está em crise e a descer assustadoramente perante as uniões de facto.
Quando os formadores teológicos cristãos não conseguem ficar dentro do ensino bíblico e permitem que, fábulas, teorias de conspiração em cada esquina, medos infundados entre muitos outros abusos exegéticos que tanto dano causam ao reino de Deus; dão aso a que abusos e deturpações surjam entre cristão sinceros que, desejam agradar a Deus e ao líder que consideram muitas vezes como um "Messias" na terra.
Jesus deixou bem claro que os tais últimos tempos, estariam à distancia de uma geração e que alguns dos que presenciaram a sua vida terrestre não morreriam sem que visualizassem esses dias.
Os Apóstolos Paulo, Pedro e João, entre outros, denunciaram os dias que estavam a viver como os últimos dias que os profetas haviam anunciado.
Sem qualquer ambiguidade, para eles terem razão, os "profetas" actuais da desgraça e da anunciação dos dias maus, não podem estar certos.
É uma questão de eliminar por defeito quem fala verdade ou que fala mentira.
Acha que Jesus alguma vez mentiu? Um forte NÃO!
Então seja consequente: Os dias actuais não são os denominados "últimos dias" por isso pare de se assustar quando um tremor de terra surge num país qualquer, com as armas nucleares, com a economia, com as possíveis pandemias, etc. a lista seria infindável.
Vamos ensinar, pregar e viver um cristianismo de fé que ensina a crer, confiar, ter esperança e a investir nas gerações futuras; porque temos tempo para trabalhar com mentalidade transgeracional em vez de escapista.
Obrigado, até breve.
João Pedro Robalo
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Os Caminhos de Deus
A sociedade, os hábitos, a ciência e até a teologia constroem uma visão da vida previsível e normativa.
Por tradição e por interesse desejamos que tudo encaixe na concepção que idealizamos das coisas, nada pode fugir ao que prevemos e antevemos, caso contrário perdemos as estribeiras e o descontrolo surge.
No que respeita ao divino, à religião, ao espiritual, enfim a Deus, só concebemos o que podemos explicar, só explicamos o que podemos perceber e só percebemos o que podemos limitar; mas se limitamos já não é de Deus que estamos a falar mas da nossa ideia ou concepção d'Ele.
Na verdade o que acabamos por fazer é desfigurar, decepar, desvirtuar ou pior ainda, criar um "deus" que em nada corresponde com o original e verdadeiro.
As discussões teológicas, litúrgicas e até dogmáticas acabam mais por criar uma visão turva e imprecisa de Deus do que mostra-lo tal como é e como age.
Além da Bíblia, que tantos tentam desacreditar, uma forma sem dúvida importante para conhecer melhor o Criador do universo, é conhecer o que a Escritura refere como: Os caminhos de Deus.
Este domingo aventurei-me neste registo bíblico que é para muitos uma aventura desconfortante porque sai do que por vezes podem e querem limitar percebendo todos os detalhes, pormenores e afins.
A vida cristã é muito mais interessante que aquela velha ideia de que já prevemos tudo, já nada nos surpreende, não há mistérios por sondar tudo está descoberto, etc.
Citei um passagem em Isaías que mostra Deus a fazer coisas novas, imagine-se; para que ninguém diga: "Sim, eu já sabia."
Este Deus que a Bíblia nos revela tem sentido de humor e de aventura, quer ver os seus filhos motivados e interessados em descobrir novas fronteiras, cheios de paixão e motivação para um novo dia que surge após algum desaire, enfim um Deus que desafia para uma vida interessante e sempre entusiasmante.
Os caminhos de Deus têm sempre imprevisibilidade, surpresa, inovação, paixão entre muitas outras razões, para uma excelente motivação e aventura que é caminhar com o Criador que jamais pode ser limitado e nunca aborrecido.
Convido a ver, ouvir ou estudar a mensagem em: www.figueiraccva.org
Abraço fraterno
João Pedro Robalo
Por tradição e por interesse desejamos que tudo encaixe na concepção que idealizamos das coisas, nada pode fugir ao que prevemos e antevemos, caso contrário perdemos as estribeiras e o descontrolo surge.
No que respeita ao divino, à religião, ao espiritual, enfim a Deus, só concebemos o que podemos explicar, só explicamos o que podemos perceber e só percebemos o que podemos limitar; mas se limitamos já não é de Deus que estamos a falar mas da nossa ideia ou concepção d'Ele.
Na verdade o que acabamos por fazer é desfigurar, decepar, desvirtuar ou pior ainda, criar um "deus" que em nada corresponde com o original e verdadeiro.
As discussões teológicas, litúrgicas e até dogmáticas acabam mais por criar uma visão turva e imprecisa de Deus do que mostra-lo tal como é e como age.
Além da Bíblia, que tantos tentam desacreditar, uma forma sem dúvida importante para conhecer melhor o Criador do universo, é conhecer o que a Escritura refere como: Os caminhos de Deus.
Este domingo aventurei-me neste registo bíblico que é para muitos uma aventura desconfortante porque sai do que por vezes podem e querem limitar percebendo todos os detalhes, pormenores e afins.
A vida cristã é muito mais interessante que aquela velha ideia de que já prevemos tudo, já nada nos surpreende, não há mistérios por sondar tudo está descoberto, etc.
Citei um passagem em Isaías que mostra Deus a fazer coisas novas, imagine-se; para que ninguém diga: "Sim, eu já sabia."
Este Deus que a Bíblia nos revela tem sentido de humor e de aventura, quer ver os seus filhos motivados e interessados em descobrir novas fronteiras, cheios de paixão e motivação para um novo dia que surge após algum desaire, enfim um Deus que desafia para uma vida interessante e sempre entusiasmante.
Os caminhos de Deus têm sempre imprevisibilidade, surpresa, inovação, paixão entre muitas outras razões, para uma excelente motivação e aventura que é caminhar com o Criador que jamais pode ser limitado e nunca aborrecido.
Convido a ver, ouvir ou estudar a mensagem em: www.figueiraccva.org
Abraço fraterno
João Pedro Robalo
sábado, 23 de maio de 2009
Eleições Europeias
Começou à meia-noite a campanha eleitoral para o parlamento europeu.
Tem sido tradição, não só em Portugal, que sejam as eleições menos participadas. Talvez pela distancia, talvez por continuarmos a olhar para os oceanos como nosso destino natural, mantendo com isso as costas voltadas para o velho continente.
Como cidadão português e também europeu, parece-me útil que se mude a mentalidade e postura com uma participação maciça nestas eleições, independentemente qual a preferência ou orientação partidária.
Afinal grande parte das decisões que nos afectam directamente são tomadas, não no parlamento nacional, mas em Estrasburgo.
É importante para os cidadãos portugueses que, na sua afirmação histórica, política, económica e de cidadania, percebam que é fundamental participar na escolha dos nossos representantes, pois sem a participação no escrutínio perde-se toda a autoridade em reclamar ou contestar.
O voto é sem dúvida um acto de cidadania europeia que, descarta-lo - por mais desiludido que se esteja - é uma negação da democracia, pondo-a em perigo ou desprestigiando-a.
Como cristãos, no continente que tem raízes profundas e históricas na religião que melhor dignifica o ser humano, temos responsabilidade maior na participação activa no acto eleitoral que agora se depara.
Tal como o Apóstolo Paulo que, com o seu cosmopolitismo foi um refrigério no velho continente nos primeiros anos do cristianismo, nós, como luz e sal da terra, devemos trazer a mesma postura e esperança aos nossos concidadãos.
Quando em Atenas, perante tamanha idolatria, conseguiu usar a curiosidade e interesse em discutir novos assuntos, para lhes despertar a atenção sobre a mensagem que transforma pessoas, famílias e sociedades.
Ao Deus desconhecido, para os gregos, mas bem conhecido do Apóstolo, que era adorado pelos atenienses mesmo numa esfera de "ignorância", Paulo pegou nesta "brecha" do panteão Helénico, para trazer a mensagem que moldou a construção europeia no seu novo rumo de progresso e avanço na história.
Estas eleições são uma oportunidade para afirmar a mensagem do evangelho, não apenas no voto - que nos confere dimensão de cidadania - mas também na afirmação dos valores cristãos, na dignidade da pessoa humana em toda a sua totalidade - desde a concepção até á velhice - e sobretudo num grito de justiça social, económica e antropológica.
A Europa ainda honra um Deus que desconhece, somos nós cristãos elucidados, que temos a responsabilidade em cada lar, emprego, escola, instituições e sociedade, ensinar e revelar o Deus que conhecemos, honramos e servimos de coração.
Quem conhece está sempre em vantagem para ensinar, guiar, mostrar o caminho e ajudar quem, mesmo honrando e respeitando, desconhece.
Nós conhecemos o Deus verdadeiro que é a esperança para a Europa.
João Pedro Robalo
Tem sido tradição, não só em Portugal, que sejam as eleições menos participadas. Talvez pela distancia, talvez por continuarmos a olhar para os oceanos como nosso destino natural, mantendo com isso as costas voltadas para o velho continente.
Como cidadão português e também europeu, parece-me útil que se mude a mentalidade e postura com uma participação maciça nestas eleições, independentemente qual a preferência ou orientação partidária.
Afinal grande parte das decisões que nos afectam directamente são tomadas, não no parlamento nacional, mas em Estrasburgo.
É importante para os cidadãos portugueses que, na sua afirmação histórica, política, económica e de cidadania, percebam que é fundamental participar na escolha dos nossos representantes, pois sem a participação no escrutínio perde-se toda a autoridade em reclamar ou contestar.
O voto é sem dúvida um acto de cidadania europeia que, descarta-lo - por mais desiludido que se esteja - é uma negação da democracia, pondo-a em perigo ou desprestigiando-a.
Como cristãos, no continente que tem raízes profundas e históricas na religião que melhor dignifica o ser humano, temos responsabilidade maior na participação activa no acto eleitoral que agora se depara.
Tal como o Apóstolo Paulo que, com o seu cosmopolitismo foi um refrigério no velho continente nos primeiros anos do cristianismo, nós, como luz e sal da terra, devemos trazer a mesma postura e esperança aos nossos concidadãos.
Quando em Atenas, perante tamanha idolatria, conseguiu usar a curiosidade e interesse em discutir novos assuntos, para lhes despertar a atenção sobre a mensagem que transforma pessoas, famílias e sociedades.
Ao Deus desconhecido, para os gregos, mas bem conhecido do Apóstolo, que era adorado pelos atenienses mesmo numa esfera de "ignorância", Paulo pegou nesta "brecha" do panteão Helénico, para trazer a mensagem que moldou a construção europeia no seu novo rumo de progresso e avanço na história.
Estas eleições são uma oportunidade para afirmar a mensagem do evangelho, não apenas no voto - que nos confere dimensão de cidadania - mas também na afirmação dos valores cristãos, na dignidade da pessoa humana em toda a sua totalidade - desde a concepção até á velhice - e sobretudo num grito de justiça social, económica e antropológica.
A Europa ainda honra um Deus que desconhece, somos nós cristãos elucidados, que temos a responsabilidade em cada lar, emprego, escola, instituições e sociedade, ensinar e revelar o Deus que conhecemos, honramos e servimos de coração.
Quem conhece está sempre em vantagem para ensinar, guiar, mostrar o caminho e ajudar quem, mesmo honrando e respeitando, desconhece.
Nós conhecemos o Deus verdadeiro que é a esperança para a Europa.
João Pedro Robalo
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