Esta sexta, véspera de mais uma comemoração do dia da liberdade, iremos dedicar o dia em jejum e oração.
Quando o fazemos procuramos levar diante de Deus as necessidades e preocupações das pessoas em geral.
Quando estamos a viver tempos complicados em que as situações já difíceis de muitos é ampliada com crise financeira, empresarial ou laboral; faz sentido orar a quem pode auxiliar e solucionar cada situação problemática.
O Deus cristão, como é revelado na Bíblia, demonstra toda a atenção para com a condição humana, por isso dedicar tempo para lhe dirigir acção de graças, petição, confissão, rogos, intercessão, gratidão, louvor e adoração; não é nem será nunca uma questão de desabafo ou ritual.
A oração, ainda por cima com algum "sacrifício" pessoal - jejum - é uma oportunidade única de estabelecer comunhão com Deus.
A oração não é uma introspecção ou meditação - uma forma mística de individualismo e ego-centrismo - mas uma ligação necessária e única ao Artesão e Criador que melhor sabe solucionar as nossas preocupações.
A oração cristã acessa-nos ao lugar onde foi decidido e planeado todo destino e decisões a nosso respeito, o lugar onde encontramos a sabedoria, conhecimento e paz que nos permitirão olhar para as circunstâncias que nos rodeiam com toda a confiança de triunfo e esperança.
Quando nos dirigimos a Deus - apesar de assustar o Dr. Mário Soares - podemos escutar tudo o que Deus tem para nos dizer e descobrir tanta riqueza a nosso respeito e sobre a vida na sua plenitude máxima.
Oramos por si; bem-haja.
João Pedro Robalo
quinta-feira, 23 de abril de 2009
terça-feira, 21 de abril de 2009
A Luta Contra o Racismo
O encontro em Genebra, patrocinado pela ONU, tem sido um fiasco logo no seu inicio e não parece oferecer qualquer alteração visível ao panorama actual de ódios e antagonismos entres os povos de todo o mundo.
O discurso de Ahmadinejad e as ausências notórias de países influentes, bem como a hipocrisia que se reveste a política internacional na relação dos estados e nas posições inflexiveis que tomam; oferecem um quadro de conflito e não de cooperação.
O presidente do Irão na sua "Jiahd" intelectual ao negar o Holocausto em vez de sarar feridas abre-as ainda mais e faz surgir de novo certos fantasmas que podem criar receios e intimidar avanços na cooperação internacional entre os povos.
Israel não é uma nação isenta de culpas na sua relação com os seus vizinhos Palestinos, mas apesar de tudo é uma lufada de democracia naquela região tão carenciada de padrões de ou marcos que possam seguir.
Quer Israel goste ou não, terão de conseguir encetar plataformas de entendimento com os seus vizinhos palestinianos e legítimos concidadãos na posse da terra.
O presidente Ahmadinejad não será o melhor conselheiro nesta matéria, porque quando aponta o dedo a Israel, fa-lo pelas piores razões, motivações racistas e xenófobas contra um povo que tem tanto direito como todos os outros à sua terra, história e dignidade.
Não entendo o critério de Ban Ki-moon em permitir que quem assume uma posição tão racista e contraditória discurse num encontro destes que se propõe eliminar as diferenças e aproximar os povos.
Acho mesmo que é aquilo que chamamos: "Um tiro no pé".
A todos os que acreditam numa aproximação dos povos, nações e grupos étnicos - com respeito mútuo e construtivo - deverão fazer todo o possível para que as posições extremadas ou carregadas de racismo ou xenofobia sejam banidas do encontro entre os povos.
Acho mesmo que começa por não permitir que quem promove qualquer exclusão participe na construção de um mundo mais justo, próximo e equitativo.
O homem criado à imagem e semelhança de Deus tem por direito inalienável a igualdade e dignidade que não podem ser diminuídos por pessoas que querem fazer valer os seus pontos de vista por interesses de política caseira ou afirmação internacional.
O mundo necessita trazer para as suas relações internacionais a perspectiva cristã que constrói um relacionamento em que os muros da separação são demolidos e diluídos na nova realidade de ambos os povos fazer um novo povo.
Cristo derrubou toda a construção xenófoba ou racista para agregar em comunhão todos os homens num único lugar que se chama igreja.
Os cristãos não podem crer que todos o serão também, mas podem e devem trazer este paradigma para as relações entre os povos.
Qualquer muro de separação, diferença e segregação ou afastamento em relação a todos os povos devem ser banidos do nosso raciocínio ou vocabulário como luz que brilha no mundo.
Se os políticos não o fazem, construamos nós onde residimos, banindo qualquer segregação ou separação entre as pessoas dando uma lição ao mundo como se vive em cooperação e construção de um mundo melhor.
João Pedro Robalo
O discurso de Ahmadinejad e as ausências notórias de países influentes, bem como a hipocrisia que se reveste a política internacional na relação dos estados e nas posições inflexiveis que tomam; oferecem um quadro de conflito e não de cooperação.
O presidente do Irão na sua "Jiahd" intelectual ao negar o Holocausto em vez de sarar feridas abre-as ainda mais e faz surgir de novo certos fantasmas que podem criar receios e intimidar avanços na cooperação internacional entre os povos.
Israel não é uma nação isenta de culpas na sua relação com os seus vizinhos Palestinos, mas apesar de tudo é uma lufada de democracia naquela região tão carenciada de padrões de ou marcos que possam seguir.
Quer Israel goste ou não, terão de conseguir encetar plataformas de entendimento com os seus vizinhos palestinianos e legítimos concidadãos na posse da terra.
O presidente Ahmadinejad não será o melhor conselheiro nesta matéria, porque quando aponta o dedo a Israel, fa-lo pelas piores razões, motivações racistas e xenófobas contra um povo que tem tanto direito como todos os outros à sua terra, história e dignidade.
Não entendo o critério de Ban Ki-moon em permitir que quem assume uma posição tão racista e contraditória discurse num encontro destes que se propõe eliminar as diferenças e aproximar os povos.
Acho mesmo que é aquilo que chamamos: "Um tiro no pé".
A todos os que acreditam numa aproximação dos povos, nações e grupos étnicos - com respeito mútuo e construtivo - deverão fazer todo o possível para que as posições extremadas ou carregadas de racismo ou xenofobia sejam banidas do encontro entre os povos.
Acho mesmo que começa por não permitir que quem promove qualquer exclusão participe na construção de um mundo mais justo, próximo e equitativo.
O homem criado à imagem e semelhança de Deus tem por direito inalienável a igualdade e dignidade que não podem ser diminuídos por pessoas que querem fazer valer os seus pontos de vista por interesses de política caseira ou afirmação internacional.
O mundo necessita trazer para as suas relações internacionais a perspectiva cristã que constrói um relacionamento em que os muros da separação são demolidos e diluídos na nova realidade de ambos os povos fazer um novo povo.
Cristo derrubou toda a construção xenófoba ou racista para agregar em comunhão todos os homens num único lugar que se chama igreja.
Os cristãos não podem crer que todos o serão também, mas podem e devem trazer este paradigma para as relações entre os povos.
Qualquer muro de separação, diferença e segregação ou afastamento em relação a todos os povos devem ser banidos do nosso raciocínio ou vocabulário como luz que brilha no mundo.
Se os políticos não o fazem, construamos nós onde residimos, banindo qualquer segregação ou separação entre as pessoas dando uma lição ao mundo como se vive em cooperação e construção de um mundo melhor.
João Pedro Robalo
sábado, 18 de abril de 2009
A Fé Que Salva
A fé que capacita para salvar, é por vezes objecto de discussão, debates e porfias; porque cada um quer fazer valer o seu ponto de vista; ou pior ainda, valorizar a sua denominação religiosa em detrimento das outras.
Quando Jesus curou 10 leprosos apenas um ao verificar o milagre (os outros também reparam nisso) voltou para trás a prostrar-se e adora-lo como Deus.
Este acto levou o Mestre a afirmar que a fé deste - e não dos outros - o havia salvo.
É comum misturar "bênçãos" com salvação, prosperidade com santidade, e por aí a fora.
Mas quando centramos demasiado o foco nos benefícios, perdemos o mais importante; a salvação.
O bom é por vezes o maior inimigo da excelência, como tal quando medimos a nossa fé pela quantidade de milagres ou promessas alcançadas, podemos perder o que mais importa: Jesus!
De dez, apenas um se apercebeu quem o havia curado e qual a dimensão do significado de ter um encontro com Jesus Cristo; o Filho do Deus Vivo.
Este ex-leproso, viu e compreendeu o que Pedro recebeu por revelação e foi elogiado pelo próprio Jesus.
A fé que nos salva é aquela que nos capacita não só a obter resultados satisfatórios, mas a ver as coisas como Deus as vê e a lidar com cada situação dessa perspectiva mais elevada e gloriosa.
Eu sou salvo em Cristo e nesse caminho quero continuar e crescer porque há muito para aprender.
Deus te abençoe
João Pedro Robalo
Quando Jesus curou 10 leprosos apenas um ao verificar o milagre (os outros também reparam nisso) voltou para trás a prostrar-se e adora-lo como Deus.
Este acto levou o Mestre a afirmar que a fé deste - e não dos outros - o havia salvo.
É comum misturar "bênçãos" com salvação, prosperidade com santidade, e por aí a fora.
Mas quando centramos demasiado o foco nos benefícios, perdemos o mais importante; a salvação.
O bom é por vezes o maior inimigo da excelência, como tal quando medimos a nossa fé pela quantidade de milagres ou promessas alcançadas, podemos perder o que mais importa: Jesus!
De dez, apenas um se apercebeu quem o havia curado e qual a dimensão do significado de ter um encontro com Jesus Cristo; o Filho do Deus Vivo.
Este ex-leproso, viu e compreendeu o que Pedro recebeu por revelação e foi elogiado pelo próprio Jesus.
A fé que nos salva é aquela que nos capacita não só a obter resultados satisfatórios, mas a ver as coisas como Deus as vê e a lidar com cada situação dessa perspectiva mais elevada e gloriosa.
Eu sou salvo em Cristo e nesse caminho quero continuar e crescer porque há muito para aprender.
Deus te abençoe
João Pedro Robalo
quinta-feira, 16 de abril de 2009
O Mundo Está a Mudar!
Hoje, dia 16, o parlamento português vai aprovar uma lei - na generalidade - que é o princípio do fim do sigilo bancário.
Há poucos dias o G20 deu também um passo decisivo nesse rumo, ao orientar politicamente o mundo para este "paradigma" nas questões económicas.
Não só mostrou uma vontade neste campo como apontou países que têm responsabilidade ética de mudar o seu comportamento colaborando com as entidades internacionais na eliminação de todos os "Off Shores" a nível global.
Aqui reside o factor determinante do sucesso ou não dessas medidas: Um compromisso ético-económico de todas as nações que se consideram democráticas e de valores morais elevados.
Os agentes económicos - empresários individuais, holdings, etc. - devem perceber que não é possível continuar a enriquecer desonestamente e á conta da desgraça alheia. O vale tudo tem os seus dias contados.
A fábula do "escorpião e do sapo" é bem elucidativa do clima que se criou nos últimos anos. Talvez pela queda da utopia comunista, o neo-liberalismo sentiu-se sem restrições para abrir as suas garras e tentar amealhar o mais possível em menos tempo possível.
A expressão do escorpião parece ser proferida pelos lábios de alguns empresários que dizem sem escrúpulos: "É mais forte do que eu, está na minha natureza".
Sendo o mundo ocidental fortemente influenciado em termos económicos pela ética protestante, não pode fazê-lo apenas em parte, mas na totalidade.
A Bíblia Judaico-cristã ensina uma economia divina que é sem dúvida a resposta para o progresso da humanidade nesta matéria tão sensível para todos.
Os anos sabático e do jubileu, as ofertas trazidas diante de Deus, a leis das colheitas - principalmente o rebuscar - , o cuidado pelos pobres e viúvas para que as diferenças entre ricos e pobres sejam diminuídas; são fundamentais na construção de uma sociedade mais justa, igualitária e equitativa.
O caminho do homem em termos ético-económicos passa pelos valores e princípios cristãos na sua totalidade que a Bíblia Sagrada ensina com tanta propriedade.
Fico na expectativa se vamos caminhar para uma utopia sem aplicação prática ou se caminhamos para o texto judaico-cristão que tem provas dadas e realmente pode trazer a humanidade aos princípios e valores que elevam o ser humano ao seu verdadeiro estatuto divino.
Bem-haja
João Pedro Robalo
Há poucos dias o G20 deu também um passo decisivo nesse rumo, ao orientar politicamente o mundo para este "paradigma" nas questões económicas.
Não só mostrou uma vontade neste campo como apontou países que têm responsabilidade ética de mudar o seu comportamento colaborando com as entidades internacionais na eliminação de todos os "Off Shores" a nível global.
Aqui reside o factor determinante do sucesso ou não dessas medidas: Um compromisso ético-económico de todas as nações que se consideram democráticas e de valores morais elevados.
Os agentes económicos - empresários individuais, holdings, etc. - devem perceber que não é possível continuar a enriquecer desonestamente e á conta da desgraça alheia. O vale tudo tem os seus dias contados.
A fábula do "escorpião e do sapo" é bem elucidativa do clima que se criou nos últimos anos. Talvez pela queda da utopia comunista, o neo-liberalismo sentiu-se sem restrições para abrir as suas garras e tentar amealhar o mais possível em menos tempo possível.
A expressão do escorpião parece ser proferida pelos lábios de alguns empresários que dizem sem escrúpulos: "É mais forte do que eu, está na minha natureza".
Sendo o mundo ocidental fortemente influenciado em termos económicos pela ética protestante, não pode fazê-lo apenas em parte, mas na totalidade.
A Bíblia Judaico-cristã ensina uma economia divina que é sem dúvida a resposta para o progresso da humanidade nesta matéria tão sensível para todos.
Os anos sabático e do jubileu, as ofertas trazidas diante de Deus, a leis das colheitas - principalmente o rebuscar - , o cuidado pelos pobres e viúvas para que as diferenças entre ricos e pobres sejam diminuídas; são fundamentais na construção de uma sociedade mais justa, igualitária e equitativa.
O caminho do homem em termos ético-económicos passa pelos valores e princípios cristãos na sua totalidade que a Bíblia Sagrada ensina com tanta propriedade.
Fico na expectativa se vamos caminhar para uma utopia sem aplicação prática ou se caminhamos para o texto judaico-cristão que tem provas dadas e realmente pode trazer a humanidade aos princípios e valores que elevam o ser humano ao seu verdadeiro estatuto divino.
Bem-haja
João Pedro Robalo
segunda-feira, 13 de abril de 2009
A Festa das Primícias
A Páscoa cristã, está um pouco descaracterizada com uma série de conceitos que envolvem símbolos e efemérides sincretistas.
A Páscoa cristã, apesar da sua raiz judaica, é de maior significado e valor; além de maior alcance.
Talvez a festa que melhor transmita os valores e significado seja a das "Primícias".
Jesus a Semente de Deus plantada na terra, o primeiro deste novo tipo de "raça" que está a encher toda o planeta em todas as gerações até Jesus voltar para instalar para sempre o seu Reino de Paz, Prosperidade e Justiça Divinas.
Uma nova ordem, um novo povo, uma nação emergente, um Rei dominador e vencedor; estão a encher a terra desta nova dimensão de vida.
No Natal Jesus nasceu, cresceu, na Páscoa morreu para que no dia dos primeiros frutos renasça de novo a fim de ser o primeiro entre muitos que irão popular a terra com esta nova realidade.
Todos nós um dia nascemos (morremos para a vida sem Cristo); nascemos de novo - não pela vontade da carne ou do homem - em Cristo, e vivemos para guardar os mandamentos de Deus em todas as coisas que compõem a nossa vivência,como a esperança e justiça do Pai Celestial na geração presente.
Páscoa é sinal de nova vida acenada e movida diante de Deus para realizar o seu eterno propósito.
João Pedro Robalo
A Páscoa cristã, apesar da sua raiz judaica, é de maior significado e valor; além de maior alcance.
Talvez a festa que melhor transmita os valores e significado seja a das "Primícias".
Jesus a Semente de Deus plantada na terra, o primeiro deste novo tipo de "raça" que está a encher toda o planeta em todas as gerações até Jesus voltar para instalar para sempre o seu Reino de Paz, Prosperidade e Justiça Divinas.
Uma nova ordem, um novo povo, uma nação emergente, um Rei dominador e vencedor; estão a encher a terra desta nova dimensão de vida.
No Natal Jesus nasceu, cresceu, na Páscoa morreu para que no dia dos primeiros frutos renasça de novo a fim de ser o primeiro entre muitos que irão popular a terra com esta nova realidade.
Todos nós um dia nascemos (morremos para a vida sem Cristo); nascemos de novo - não pela vontade da carne ou do homem - em Cristo, e vivemos para guardar os mandamentos de Deus em todas as coisas que compõem a nossa vivência,como a esperança e justiça do Pai Celestial na geração presente.
Páscoa é sinal de nova vida acenada e movida diante de Deus para realizar o seu eterno propósito.
João Pedro Robalo
terça-feira, 7 de abril de 2009
A Fé Faz Bem à Saúde!
Coloco neste Blogue um artigo de uma revista, com a devida ressalva que existem critérios com os quais não estarei totalmente de acordo, no entanto, na globalidade é muito interessante.
Divirtam-se com a leitura.
João Pedro Robalo
A fé que faz bem à saúde.
Novos estudos mostram que o cérebro é “programado” para acreditar em Deus – e que isso nos ajuda a viver mais e melhor.
A busca de explicações sobrenaturais pode ser considerada natural. Mas por que ela desembocou na fé no surgimento das religiões? Cientistas de diferentes áreas se debruçaram sobre a questão nos últimos anos e chegaram a conclusões surpreendentes. Não só a fé parece estar programada em nosso cérebro, como teria benefícios para a saúde.
“Somos predispostos biologicamente a ter crenças, entre elas a religiosa”, diz Jordan Grafman, chefe do departamento de neurociência cognitiva do Instituto Nacional de Distúrbios Neurológicos e Derrame. Grafman é o autor de uma das pesquisas mais recentes sobre o tema, publicada neste mês na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences.
Em seu estudo, Grafman analisou o cérebro de 40 pessoas – religiosas e não religiosas – enquanto liam frases que confirmavam ou confrontavam a crença em Deus. Usando imagens de ressonância magnética funcional – que mede a oxigenação do cérebro –, o neurocientista descobriu que as partes ativadas durante a leitura de frases relacionadas à fé eram quase as mesmas usadas para entender as emoções e as intenções de outras pessoas. Isso quer dizer, segundo Grafman, que a capacidade de crer em um ser ou ordem superior possivelmente surgiu ao mesmo tempo que a habilidade de prever o comportamento de outra pessoa – fundamental para a sobrevivência da espécie e a formação da sociedade. E para estabelecer relações de causa e efeito. A interferência de um ser muito poderoso seria uma explicação eficiente para aplacar a necessidade de entender o que não se consegue explicar com o conhecimento comum.
Os cientistas perceberam que as práticas religiosas acionam, entre outras regiões do cérebro, os lobos frontais, responsáveis pela capacidade de concentração, e os parietais, que nos dão a consciência de nós mesmos e do mundo.
Dois estudos canadenses publicados neste mês mostram que quem crê em Deus tende a lidar melhor com os erros. O grupo de pesquisa, liderado pelo professor de psicologia Michael Inzlicht, da Universidade de Toronto, pediu a pessoas de várias orientações religiosas e também àquelas que não crêem em Deus que elas dissessem os nomes das cores que apareciam a sua frente.
Quando elas cometiam um erro, uma área do cérebro chamada “córtex cingulado anterior” era ativada. “Quanto mais forte a religiosidade e a crença em Deus dos participantes, menor era a resposta dessa região ao erro”, diz Inzlicht. Isso seria uma evidência de que as pessoas religiosas ficam mais calmas diante de um erro. “Suspeitamos que a crença religiosa protege contra a ansiedade porque dá um sentido para as pessoas. Ajuda-as a saber como agir e, com isso, reduz a incerteza e o estresse”, afirma Inzlicht.
A influência da crença em Deus na redução do estresse já é quase um consenso entre os médicos. “As doenças relacionadas ao estresse, o infarto do miocárdio e o derrame, parecem ser as que mais se beneficiam dos efeitos de uma espiritualidade bem desenvolvida”, afirma Marcelo Saad, outro médico do Albert Einstein. Doutor em reabilitação, Saad é especializado em acupuntura e faz parte do programa de medicina integrativa e complementar do hospital.
Várias pesquisas mostram que participar um grupo religioso estruturado – seja ele católico, budista, judeu, evangélico, umbandista – traz benefícios por aumentar o suporte social à pessoa.
Pesquisas confirmam que quem nunca praticou uma religião tem um risco duas vezes maior de morrer nos próximos oito anos do que alguém que a pratica uma vez por semana.
Fonte: Revista Época (Brasil) – 23 de março de 2009.
Divirtam-se com a leitura.
João Pedro Robalo
A fé que faz bem à saúde.
Novos estudos mostram que o cérebro é “programado” para acreditar em Deus – e que isso nos ajuda a viver mais e melhor.
A busca de explicações sobrenaturais pode ser considerada natural. Mas por que ela desembocou na fé no surgimento das religiões? Cientistas de diferentes áreas se debruçaram sobre a questão nos últimos anos e chegaram a conclusões surpreendentes. Não só a fé parece estar programada em nosso cérebro, como teria benefícios para a saúde.
“Somos predispostos biologicamente a ter crenças, entre elas a religiosa”, diz Jordan Grafman, chefe do departamento de neurociência cognitiva do Instituto Nacional de Distúrbios Neurológicos e Derrame. Grafman é o autor de uma das pesquisas mais recentes sobre o tema, publicada neste mês na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences.
Em seu estudo, Grafman analisou o cérebro de 40 pessoas – religiosas e não religiosas – enquanto liam frases que confirmavam ou confrontavam a crença em Deus. Usando imagens de ressonância magnética funcional – que mede a oxigenação do cérebro –, o neurocientista descobriu que as partes ativadas durante a leitura de frases relacionadas à fé eram quase as mesmas usadas para entender as emoções e as intenções de outras pessoas. Isso quer dizer, segundo Grafman, que a capacidade de crer em um ser ou ordem superior possivelmente surgiu ao mesmo tempo que a habilidade de prever o comportamento de outra pessoa – fundamental para a sobrevivência da espécie e a formação da sociedade. E para estabelecer relações de causa e efeito. A interferência de um ser muito poderoso seria uma explicação eficiente para aplacar a necessidade de entender o que não se consegue explicar com o conhecimento comum.
Os cientistas perceberam que as práticas religiosas acionam, entre outras regiões do cérebro, os lobos frontais, responsáveis pela capacidade de concentração, e os parietais, que nos dão a consciência de nós mesmos e do mundo.
Dois estudos canadenses publicados neste mês mostram que quem crê em Deus tende a lidar melhor com os erros. O grupo de pesquisa, liderado pelo professor de psicologia Michael Inzlicht, da Universidade de Toronto, pediu a pessoas de várias orientações religiosas e também àquelas que não crêem em Deus que elas dissessem os nomes das cores que apareciam a sua frente.
Quando elas cometiam um erro, uma área do cérebro chamada “córtex cingulado anterior” era ativada. “Quanto mais forte a religiosidade e a crença em Deus dos participantes, menor era a resposta dessa região ao erro”, diz Inzlicht. Isso seria uma evidência de que as pessoas religiosas ficam mais calmas diante de um erro. “Suspeitamos que a crença religiosa protege contra a ansiedade porque dá um sentido para as pessoas. Ajuda-as a saber como agir e, com isso, reduz a incerteza e o estresse”, afirma Inzlicht.
A influência da crença em Deus na redução do estresse já é quase um consenso entre os médicos. “As doenças relacionadas ao estresse, o infarto do miocárdio e o derrame, parecem ser as que mais se beneficiam dos efeitos de uma espiritualidade bem desenvolvida”, afirma Marcelo Saad, outro médico do Albert Einstein. Doutor em reabilitação, Saad é especializado em acupuntura e faz parte do programa de medicina integrativa e complementar do hospital.
Várias pesquisas mostram que participar um grupo religioso estruturado – seja ele católico, budista, judeu, evangélico, umbandista – traz benefícios por aumentar o suporte social à pessoa.
Pesquisas confirmam que quem nunca praticou uma religião tem um risco duas vezes maior de morrer nos próximos oito anos do que alguém que a pratica uma vez por semana.
Fonte: Revista Época (Brasil) – 23 de março de 2009.
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Terramoto em Itália e a Vinda de Jesus
Hoje uma grande catástrofe abateu-se sobre Itália, mais propriamente na região de Abruzzo e que na altura desta crónica já haviam contabilizadas cerca de 150 mortos.
O que mais revolta são as notícias de um cientista que previu este sismo, não lhe tendo sido dada a devida atenção que provavelmente teria evitado muitas mortes.
Para além da desgraça que surgiu sobre os cidadãos transalpinos sempre aparecem pessoas que querem associar estes acontecimentos com a proclamada e esperada vinda de Jesus de novo à terra.
Em muitos púlpitos de igrejas evangélicas - e não só - nesta semana serão anunciadas mais catástrofes e misérias como sendo os tão falados "sinais do fim".
Na verdade, a Bíblia situa estes terramotos circunscritos a uma região e principalmente a uma geração. Aquela geração que Jesus chamou de: "Perversa e adúltera" que rejeitou e crucificou o Messias enviado por Deus.
Se não situarmos as profecias de Jesus dentro dos limites que o próprio delineou, estaremos sempre a olhar para cada catástrofe ou tempo difícil, a questionar se será esta a tal que antecede uma cadeia de acontecimentos que precipitação a vinda de Jesus.
Com esta mentalidade em vez de surgirmos como uma ferramenta de ajuda e solidariedade perante momentos tão difíceis para as populações; criamos um raciocínio de inevitabilidade e fatalismo redutores que paralisam a igreja quando ela é mais necessária.
Por vezes nem sei se não há um certo prazer mórbido evangélico, perante tão grandes desgraças que assolam a humanidade. Este estado de mentalidade incomoda-me e deixa-me triste, porque não percebemos, como se perdem oportunidades únicas de sermos a força solidária que surge no meio de tanto sofrimento humano.
Jesus vai voltar, disso não há dúvida, mas não são estes sinais que anunciam esse regresso; mas será a igreja, triunfante e gloriosa, que fará notório que o Salvador estará para regressar triunfante pois os seus inimigos estão sujeitos aos seus pés.
Será muito mais proveitoso que os cristãos - onde quer que uma situação idêntica surja - se mostrem solidários, não conformados, mas actuantes para minimizar a dor e o sofrimento de quem tanto perdeu nesta catástrofe.
A igreja de Jesus está neste mundo para reinar e conquistar; mas também para ser solidária e graciosa perante as desgraças dos nossos concidadãos, mostrando que na dor e no sofrimento, Jesus é o melhor amigo, consolo e força para recomeçar de novo a nossa vida depois de tanta desgraça.
O mundo conta connosco, vamos dar a mãos e ser solidários com os que sofrem!
Deus guarde proteja a nação Italiana com, bondade e favor.
João Pedro Robalo
O que mais revolta são as notícias de um cientista que previu este sismo, não lhe tendo sido dada a devida atenção que provavelmente teria evitado muitas mortes.
Para além da desgraça que surgiu sobre os cidadãos transalpinos sempre aparecem pessoas que querem associar estes acontecimentos com a proclamada e esperada vinda de Jesus de novo à terra.
Em muitos púlpitos de igrejas evangélicas - e não só - nesta semana serão anunciadas mais catástrofes e misérias como sendo os tão falados "sinais do fim".
Na verdade, a Bíblia situa estes terramotos circunscritos a uma região e principalmente a uma geração. Aquela geração que Jesus chamou de: "Perversa e adúltera" que rejeitou e crucificou o Messias enviado por Deus.
Se não situarmos as profecias de Jesus dentro dos limites que o próprio delineou, estaremos sempre a olhar para cada catástrofe ou tempo difícil, a questionar se será esta a tal que antecede uma cadeia de acontecimentos que precipitação a vinda de Jesus.
Com esta mentalidade em vez de surgirmos como uma ferramenta de ajuda e solidariedade perante momentos tão difíceis para as populações; criamos um raciocínio de inevitabilidade e fatalismo redutores que paralisam a igreja quando ela é mais necessária.
Por vezes nem sei se não há um certo prazer mórbido evangélico, perante tão grandes desgraças que assolam a humanidade. Este estado de mentalidade incomoda-me e deixa-me triste, porque não percebemos, como se perdem oportunidades únicas de sermos a força solidária que surge no meio de tanto sofrimento humano.
Jesus vai voltar, disso não há dúvida, mas não são estes sinais que anunciam esse regresso; mas será a igreja, triunfante e gloriosa, que fará notório que o Salvador estará para regressar triunfante pois os seus inimigos estão sujeitos aos seus pés.
Será muito mais proveitoso que os cristãos - onde quer que uma situação idêntica surja - se mostrem solidários, não conformados, mas actuantes para minimizar a dor e o sofrimento de quem tanto perdeu nesta catástrofe.
A igreja de Jesus está neste mundo para reinar e conquistar; mas também para ser solidária e graciosa perante as desgraças dos nossos concidadãos, mostrando que na dor e no sofrimento, Jesus é o melhor amigo, consolo e força para recomeçar de novo a nossa vida depois de tanta desgraça.
O mundo conta connosco, vamos dar a mãos e ser solidários com os que sofrem!
Deus guarde proteja a nação Italiana com, bondade e favor.
João Pedro Robalo
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