terça-feira, 28 de abril de 2009

A Gripe Suína, o Pânico e a Fé

Estamos perante mais uma possibilidade de pandemia gripal à escala global.

Como sei que, sempre que surge algo do género, um estado de histeria toma conta das pessoas; começando com a comunicação social, passando pelas autoridades competentes e mais triste os responsáveis cristãos pela doutrina e ensino bíblico.

Não farei comentários sobre o assunto, acho que é mais útil manter a calma e o bom senso, fazendo o que é útil: Orar e interceder por este assunto.

Apenas deixo aqui um conselho: Visitem o Blog: www.hermesfernandes.blogspot.com, e vejam o que uma doutrina errada produz consequentemente uma mentalidade e forma de abordar tudo o que diz respeito à vida e aos tempos que estamos a viver.

Um abraço e bom visionamento.

João Pedro Robalo

domingo, 26 de abril de 2009

Os Milagres São Realizados Por Quem?

Este Domingo foi canonizado em Roma o beato D. Nuno Alves Pereira, também conhecido como o Santo Condestável.
É uma das figuras relevantes da história portuguesa na manutenção da identidade nacional contra a ameaça castelhana na crise de 1383-1385.

Surge agora a sua canonização pela cura de uma senhora em um dos olhos que havia sido queimado com óleo a ferver.
Foi-lhe atribuído o "milagre" como sendo este herói Luso o protagonista da cura da Srª. Guilhermina.

Não me compete questionar a veracidade do milagre - acho que houve uma junta médica que o fez - até porque creio em milagres.
Mas o que me impressiona negativamente é o facto da igreja Católica, atribuir a um homem que se considerava um devoto cristão a autoria do milagre.

Afinal quem faz os milagres?
Jesus como nosso Salvador que sobre si levou as enfermidades de todos, ou qualquer outra pessoa que seja considerada santa ou beata?

Tenho visto ao longo da vida milagres autênticos - com provas médicas inquestionáveis - no entanto, nunca considerei que eu, ou, qualquer pessoa que pediu, orou, impôs as mãos sobre os doentes, fomentou a fé, etc., sejam eles ou quem quer que seja o autor do milagre.
Sempre atribuímos a Jesus a autoria, o poder e a glória de todos os milagres realizados.

Acho que neste conceito e atitude residem as diferenças substanciais e estruturantes de cristianismo que considero correcto, honesto e mais próximo do verdadeiro.

Atribuir a alguém vivo ou morto a realização de qualquer milagre que não a Jesus, é uma forma de manifestação do que a Bíblia chama o espírito do anticristo.

Este Domingo falei sobre a importância de não "matar" Jesus e a sua mensagem das nossas decisões.
Quando se atribui a outros, que não a Jesus, os feitos e a realização de milagres, não é isso que se está a fazer?

Talvez seja por essa razão que há tão poucos milagres realizados no mundo católico, e, graças a Deus, que muitos acontecem com regularidade no seio das igrejas cristãs evangélicas.

Penso que a diferença está na atribuição - e a consequente glória -dada somente a Jesus, apesar da comunicação social não fazer qualquer eco do que acontece de muito positivo no seio das igrejas cristãs de pendor evangélico.

Todos os milagres são realizados por Jesus - sejam-lhe ou não atribuídos - somente Ele tem o poder para os realizar.

A Deus toda a Glória!

João Pedro Robalo

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Dia de Jejum

Esta sexta, véspera de mais uma comemoração do dia da liberdade, iremos dedicar o dia em jejum e oração.

Quando o fazemos procuramos levar diante de Deus as necessidades e preocupações das pessoas em geral.

Quando estamos a viver tempos complicados em que as situações já difíceis de muitos é ampliada com crise financeira, empresarial ou laboral; faz sentido orar a quem pode auxiliar e solucionar cada situação problemática.

O Deus cristão, como é revelado na Bíblia, demonstra toda a atenção para com a condição humana, por isso dedicar tempo para lhe dirigir acção de graças, petição, confissão, rogos, intercessão, gratidão, louvor e adoração; não é nem será nunca uma questão de desabafo ou ritual.

A oração, ainda por cima com algum "sacrifício" pessoal - jejum - é uma oportunidade única de estabelecer comunhão com Deus.
A oração não é uma introspecção ou meditação - uma forma mística de individualismo e ego-centrismo - mas uma ligação necessária e única ao Artesão e Criador que melhor sabe solucionar as nossas preocupações.

A oração cristã acessa-nos ao lugar onde foi decidido e planeado todo destino e decisões a nosso respeito, o lugar onde encontramos a sabedoria, conhecimento e paz que nos permitirão olhar para as circunstâncias que nos rodeiam com toda a confiança de triunfo e esperança.

Quando nos dirigimos a Deus - apesar de assustar o Dr. Mário Soares - podemos escutar tudo o que Deus tem para nos dizer e descobrir tanta riqueza a nosso respeito e sobre a vida na sua plenitude máxima.

Oramos por si; bem-haja.

João Pedro Robalo

terça-feira, 21 de abril de 2009

A Luta Contra o Racismo

O encontro em Genebra, patrocinado pela ONU, tem sido um fiasco logo no seu inicio e não parece oferecer qualquer alteração visível ao panorama actual de ódios e antagonismos entres os povos de todo o mundo.

O discurso de Ahmadinejad e as ausências notórias de países influentes, bem como a hipocrisia que se reveste a política internacional na relação dos estados e nas posições inflexiveis que tomam; oferecem um quadro de conflito e não de cooperação.

O presidente do Irão na sua "Jiahd" intelectual ao negar o Holocausto em vez de sarar feridas abre-as ainda mais e faz surgir de novo certos fantasmas que podem criar receios e intimidar avanços na cooperação internacional entre os povos.

Israel não é uma nação isenta de culpas na sua relação com os seus vizinhos Palestinos, mas apesar de tudo é uma lufada de democracia naquela região tão carenciada de padrões de ou marcos que possam seguir.

Quer Israel goste ou não, terão de conseguir encetar plataformas de entendimento com os seus vizinhos palestinianos e legítimos concidadãos na posse da terra.
O presidente Ahmadinejad não será o melhor conselheiro nesta matéria, porque quando aponta o dedo a Israel, fa-lo pelas piores razões, motivações racistas e xenófobas contra um povo que tem tanto direito como todos os outros à sua terra, história e dignidade.

Não entendo o critério de Ban Ki-moon em permitir que quem assume uma posição tão racista e contraditória discurse num encontro destes que se propõe eliminar as diferenças e aproximar os povos.
Acho mesmo que é aquilo que chamamos: "Um tiro no pé".

A todos os que acreditam numa aproximação dos povos, nações e grupos étnicos - com respeito mútuo e construtivo - deverão fazer todo o possível para que as posições extremadas ou carregadas de racismo ou xenofobia sejam banidas do encontro entre os povos.

Acho mesmo que começa por não permitir que quem promove qualquer exclusão participe na construção de um mundo mais justo, próximo e equitativo.

O homem criado à imagem e semelhança de Deus tem por direito inalienável a igualdade e dignidade que não podem ser diminuídos por pessoas que querem fazer valer os seus pontos de vista por interesses de política caseira ou afirmação internacional.

O mundo necessita trazer para as suas relações internacionais a perspectiva cristã que constrói um relacionamento em que os muros da separação são demolidos e diluídos na nova realidade de ambos os povos fazer um novo povo.

Cristo derrubou toda a construção xenófoba ou racista para agregar em comunhão todos os homens num único lugar que se chama igreja.

Os cristãos não podem crer que todos o serão também, mas podem e devem trazer este paradigma para as relações entre os povos.

Qualquer muro de separação, diferença e segregação ou afastamento em relação a todos os povos devem ser banidos do nosso raciocínio ou vocabulário como luz que brilha no mundo.

Se os políticos não o fazem, construamos nós onde residimos, banindo qualquer segregação ou separação entre as pessoas dando uma lição ao mundo como se vive em cooperação e construção de um mundo melhor.

João Pedro Robalo

sábado, 18 de abril de 2009

A Fé Que Salva

A fé que capacita para salvar, é por vezes objecto de discussão, debates e porfias; porque cada um quer fazer valer o seu ponto de vista; ou pior ainda, valorizar a sua denominação religiosa em detrimento das outras.

Quando Jesus curou 10 leprosos apenas um ao verificar o milagre (os outros também reparam nisso) voltou para trás a prostrar-se e adora-lo como Deus.

Este acto levou o Mestre a afirmar que a fé deste - e não dos outros - o havia salvo.

É comum misturar "bênçãos" com salvação, prosperidade com santidade, e por aí a fora.
Mas quando centramos demasiado o foco nos benefícios, perdemos o mais importante; a salvação.

O bom é por vezes o maior inimigo da excelência, como tal quando medimos a nossa fé pela quantidade de milagres ou promessas alcançadas, podemos perder o que mais importa: Jesus!

De dez, apenas um se apercebeu quem o havia curado e qual a dimensão do significado de ter um encontro com Jesus Cristo; o Filho do Deus Vivo.
Este ex-leproso, viu e compreendeu o que Pedro recebeu por revelação e foi elogiado pelo próprio Jesus.

A fé que nos salva é aquela que nos capacita não só a obter resultados satisfatórios, mas a ver as coisas como Deus as vê e a lidar com cada situação dessa perspectiva mais elevada e gloriosa.

Eu sou salvo em Cristo e nesse caminho quero continuar e crescer porque há muito para aprender.

Deus te abençoe

João Pedro Robalo

quinta-feira, 16 de abril de 2009

O Mundo Está a Mudar!

Hoje, dia 16, o parlamento português vai aprovar uma lei - na generalidade - que é o princípio do fim do sigilo bancário.

Há poucos dias o G20 deu também um passo decisivo nesse rumo, ao orientar politicamente o mundo para este "paradigma" nas questões económicas.
Não só mostrou uma vontade neste campo como apontou países que têm responsabilidade ética de mudar o seu comportamento colaborando com as entidades internacionais na eliminação de todos os "Off Shores" a nível global.

Aqui reside o factor determinante do sucesso ou não dessas medidas: Um compromisso ético-económico de todas as nações que se consideram democráticas e de valores morais elevados.

Os agentes económicos - empresários individuais, holdings, etc. - devem perceber que não é possível continuar a enriquecer desonestamente e á conta da desgraça alheia. O vale tudo tem os seus dias contados.

A fábula do "escorpião e do sapo" é bem elucidativa do clima que se criou nos últimos anos. Talvez pela queda da utopia comunista, o neo-liberalismo sentiu-se sem restrições para abrir as suas garras e tentar amealhar o mais possível em menos tempo possível.

A expressão do escorpião parece ser proferida pelos lábios de alguns empresários que dizem sem escrúpulos: "É mais forte do que eu, está na minha natureza".

Sendo o mundo ocidental fortemente influenciado em termos económicos pela ética protestante, não pode fazê-lo apenas em parte, mas na totalidade.

A Bíblia Judaico-cristã ensina uma economia divina que é sem dúvida a resposta para o progresso da humanidade nesta matéria tão sensível para todos.
Os anos sabático e do jubileu, as ofertas trazidas diante de Deus, a leis das colheitas - principalmente o rebuscar - , o cuidado pelos pobres e viúvas para que as diferenças entre ricos e pobres sejam diminuídas; são fundamentais na construção de uma sociedade mais justa, igualitária e equitativa.

O caminho do homem em termos ético-económicos passa pelos valores e princípios cristãos na sua totalidade que a Bíblia Sagrada ensina com tanta propriedade.

Fico na expectativa se vamos caminhar para uma utopia sem aplicação prática ou se caminhamos para o texto judaico-cristão que tem provas dadas e realmente pode trazer a humanidade aos princípios e valores que elevam o ser humano ao seu verdadeiro estatuto divino.

Bem-haja

João Pedro Robalo

segunda-feira, 13 de abril de 2009

A Festa das Primícias

A Páscoa cristã, está um pouco descaracterizada com uma série de conceitos que envolvem símbolos e efemérides sincretistas.

A Páscoa cristã, apesar da sua raiz judaica, é de maior significado e valor; além de maior alcance.

Talvez a festa que melhor transmita os valores e significado seja a das "Primícias".

Jesus a Semente de Deus plantada na terra, o primeiro deste novo tipo de "raça" que está a encher toda o planeta em todas as gerações até Jesus voltar para instalar para sempre o seu Reino de Paz, Prosperidade e Justiça Divinas.

Uma nova ordem, um novo povo, uma nação emergente, um Rei dominador e vencedor; estão a encher a terra desta nova dimensão de vida.

No Natal Jesus nasceu, cresceu, na Páscoa morreu para que no dia dos primeiros frutos renasça de novo a fim de ser o primeiro entre muitos que irão popular a terra com esta nova realidade.

Todos nós um dia nascemos (morremos para a vida sem Cristo); nascemos de novo - não pela vontade da carne ou do homem - em Cristo, e vivemos para guardar os mandamentos de Deus em todas as coisas que compõem a nossa vivência,como a esperança e justiça do Pai Celestial na geração presente.

Páscoa é sinal de nova vida acenada e movida diante de Deus para realizar o seu eterno propósito.

João Pedro Robalo