sábado, 28 de fevereiro de 2009

E Afinal Manuel Alegre Não Apareceu

Um fim-de-semana cheio de política, não só o congresso do PS, mas outros partidos encheram a agenda mediática com comícios, debates, opiniões, reivindicações, etc.
Mas o mais extraordinário é o tema mais propalado ser a ausência - justificada ou não, vá se lá saber - de Manuel Alegre.
Com isto parece claro que, perante uma crise tão profunda, sendo este o tema que mais sobressai, só se pode concluir que há falta de ideias, temas fracturantes e utopias que ponham as pessoas a pensar e a debater.
Também sei que existe alguma histeria mediática que condiciona muito toda a mensagem que se deseje passar, mas sempre que querem - com toda a máquina promocional que possuem - os partidos sabem fazer servir-se da comunicação social para o fazer.
Mas quando se assiste a dissertações sobre cães, cavalos e "animaizinhos" que fazem escolhas heterossexuais e poemas cantados à Edite Estrela, acho que está tudo dito.
Precisamos mais do que isto, não é o factor de ausência de um militante que deve sobressair de um congresso de um partido que é um dos principais candidatos a governar o país.

Vamos ver no que isto vai dar, mas precisamos de mais, principalmente esperança e crença no futuro. Eu farei a minha parte.

João Pedro Robalo

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Quarta-Feira de Cinzas

Diz a tradição que após os devaneios do Carnaval, logo a seguir a todas as festividades carnavalescas inicia-se o tempo da Quaresma.
A etimologia da palavra Carnaval (adeus á carne), já antecipa a ideia de ser a última oportunidade para festejar dando lugar aos devaneios da "carne".Logo, esta tolerância religiosa a tantos excessos para que depois se entre num período longo de 46 dias até à Páscoa.
A ideia que o nome "quarta-feira de cinzas" transmite pode ser encontrada no 1º testamento quando o devoto como mostra de arrependimento se cobria com saco e com cinzas.
Hoje disfarçado e desprovido de qualquer sentimento verdadeiro de um arrependimento genuíno, assistimos ao início de mais esta quadra que mantém o nome mas ignora o sentido e o propósito.
O arrependimento não pode ser mais realizado com hora e data marcada, mas deve ser uma atitude genuína de alguém que involuntariamente falhou.
Não pode ser um escape para um tempo de exageros e descontrolo moral.
Paulo escreveu que se alguém peca sabendo que está disponível um perdão garantido, não obterá o que deseja porque deu mau uso à misericórdia e graça divinas.

Arrependimento verdadeiro não prevê lugar para nos despedirmos da "carne" com excessos, é antes uma determinação em reconhecer as falhas, abandona-las e tudo fazer para nunca mais as repetir.

Boa noite

João Pedro Robalo

De Volta à realidade

Espero que estes dias solarentos do Carnaval tenham retemperado as energias de todos.
Após a tal alienação geral que todos os fuliões participaram, de certo repararam que ao chegar ao quotidiano do trabalho, casa, escola e vizinhança; tudo está na mesma e nenhum dos problemas reais desapareceu como por magia.
O que fazer e como reagir quando voltamos à realidade?
Se posso aconselhar alguém deixem-me propor os seguintes passos:
Encarar e reconhecer os problemas que enfrentas!
Descobrir as capacidades naturais que te podem ajudar a ultrapassar todas as dificuldades que surgem.
Confiar em amigos sinceros e frontais que te aconselham com a verdade.
Buscar na Bíblia dicas e orientação para os problemas reais da humanidade.
E, sobretudo, ouvir Deus. Quer pela pregação - o que pressupõe a ida regular à igreja - quer pela leitura e meditação da palavra de Deus e ainda desenvolver comunhão com o Pai pela oração e relacionamento com outros cristãos.

De volta ao mundo real não deixes que a crise, depressão ou stress; voltem a ser a única realidade que conheces; mas dá uma oportunidade a Deus que te ama e quer ter uma parte importante na tua vida.

Boa semana

João Pedro Robalo

domingo, 22 de fevereiro de 2009

ConstruIR

Estive hoje no Retiro de Jovens do CCVA em Foz de Arouce, cujo tema designado foi ConstruIR.
A composição do tema realça duas ideias importantes: A construção do reino e a nossa responsabilidade em ir.
Foi dentro destes dois conceitos que abordei o assunto através de duas mensagens "Chamados ou Escolhidos" e "Ide e Fazei Discípulos de todos os povos"
Foi muito interessante a resposta dos participantes do retiro; desde, silencio introspectivo, reacção por afirmações mais ousadas ou ainda por abordagem diferenciada do habitual; tudo serviu para verificar que um novo ar se respira entre esta nova geração que se está a levantar.
Como pastor quero realçar todo o empenho e dedicação do Paulo e Vanda Caio, que têm investido, lutado e apoiado este grupo de jovens que merecem o nosso carinho, apoio e oração.
Uma ideia saiu deste dia - pelo menos para mim - agradecer a Deus pela sua confiança e "risco" depositada neste grupo de gente jovem que pode fazer a diferença. Os últimos serão primeiros.

Bem haja

João Pedro

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

O Carnaval e os Excessos

Mais uma vez na época de Carnaval, mais uma vez os comentários que associam este tempo com a despreocupação, os excessos e principalmente a oportunidade de esquecer o que nos preocupa.
Um sujeito responsável pela organização de um dos muitos "carnavais" que se celebram pelo país fora, anunciou estes dias como a oportunidade de esquecer a crise e divertir sem preocupações.
Esta é a mentalidade da fuga, do esvaziamento da mente - tão popular entre nós adquirido pelas religiões e filosofias orientais - que não será nem resposta nem terapêutico para ninguém.
A tradição Católica Romana também não oferece melhor: Fecha os olhos aos excessos porque depois tudo é compensado pela "Quaresma" que inicia logo a seguir ao Carnaval.
Parece que divertimento é sinónimo de excesso, de alienação ou pior hipocrisia compensada com o afligir da alma na preparação da Páscoa.
Deixe-me oferecer uma nova abordagem: Divertimento não implica necessariamente excessos, nem abstracção dos problemas reais que enfrentamos e ainda menos fingimento ou falsa espiritualidade (uma profanação ou sacralização dos tempos; uns para o excesso outros para a introspecção).
Vive livre e alegre tanto no fim-de-semana que se avizinha como nos 40 dias que precedem, sabendo que o Deus de Amor não te condena por seres alegre, dançares, divertires e brincares.
Não te abstraias; sê tu mesmo, alegra-te mesmo que a crise seja grande, pois a alegria de Deus é a tua força!

Vai divertir-te

João Pedro Robalo

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Homofobia ou Heterofobia?

Após assistir ao debate no "Prós e Contras" ficou claro - pelo menos para mim - que é um campo "minado" e repleto de medos, mágoas, preconceitos, posições irredutíveis de ambos os lados.
A discussão gira á volta do casamento civil - uma instituição com apenas 150 anos - dos direitos e liberdades iguais.
Talvez possa espantar muita gente, mas não vou opinar sobre a sua legitimidade ou sequer a sua oportunidade perante os problemas que assolam o nosso país.
O que vi e ouvi, perturba-me mais; a superioridade que alguns demonstraram em relação a quem ousava pensar diferente, as manifestações de incomodidade perante os argumentos oponentes, as atoardas de ambas os lados, deixou-me triste e ao mesmo tempo preocupado porque me parece ser um assunto fracturante e que gerará muitas feridas se não for abordado de outra forma.
Quanto a mim, estou seguro e certo sobre o que penso; a Bíblia oferece-me - como autoridade moral, ética e institucional - todas as respostas sobre o assunto.
Qualquer que seja a decisão, nada mudará o que está escrito. Por isso não me incomoda toda a discussão, ou mesmo a decisão que for tomada, pois não alterará o que existe desde o princípio.
O casamento como o concebo é uma instituição divina seminal para o que somos hoje. Nem o Estado nem sequer a Igreja tem o direito de se apropriar dele. Não foi a igreja que veio primeiro, mas o casamento.
O valor simbólico, como foi muito bem dito por um dos intervenientes, é a questão principal; e essa só o criador original tem a patente para definir a sua essência e finalidade.
Acredito que Deus, o Criador, não se enganou quando os fez "macho e fêmea" no princípio.

O que vi e assisti ontem, não sei bem se foi uma manifestação de Homofobia ou de Heterofobia?

Vamos ver no que este debate nos levará.

João Pedro Robalo

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Podes Alterar o Teu Futuro

Por vezes, uma sombra de fatalidade parece perseguir o subconsciente de cada um de nós.
Um destino indesejado mas ao mesmo tempo um incapacidade de fuga perante tal "sina".
Em Romanos 9:13 "Deus amou Jacó e aborreceu Esaú" sugere que há um destino traçado para cada um destes irmãos gémeos, mas quando apreciamos todos os incidentes, principalmente da vida de Jacó, com objectividade, chegamos á conclusão que foram as escolhas e decisões deste patriarca que moldaram e alteraram o seu destino.
Um suplantador que não só lutou com os homens para conseguir mudar a sua "sina" mas também o fez com Deus; participando assim nas decisões que mudaram a sua vida.
Este é um resumo da mensagem que preguei este Domingo, dia 15 de Fevereiro na igreja da Figueira da Foz.
Pode escutar, visualizar ou consultar os tópicos no sítio www.figueiraccva.org

Participe com Deus na construção do seu futuro.

Bem-haja

João Pedro